O que eu preciso saber antes da minha primeira vez?

Imagem de uma moça jovem vestindo calcinha e soutien beges, com um braço segurando o outro e a mão repousada sobre a coxa. Primeira vez e virgindade são tabus na sociedade.

As mulheres que estão no processo de iniciar sua vida sexual, independente de sua idade ou orientação sexual, costumam se deparar com muitas dúvidas, medos e inseguranças a respeito da primeira vez. Questionamentos como “minha primeira vez vai ser ruim?” ou “a primeira vez dói?” são bem comuns, mas muitas vezes não são divididos com outras pessoas. Isso se liga à falta de conhecimento e educação sexual para criar medos e normalizar a dor. Por isso, hoje vamos falar um pouco sobre o que você precisa saber antes da sua primeira vez e derrubar alguns mitos. 

 

A primeira vez dói sempre?

Uma dúvida muito frequente entre as mulheres que farão sexo heterossexual pela primeira vez é se a penetração vai doer. Na mídia, vemos representações em geral romantizadas de uma primeira vez “perfeita” e incrível, ou então versões que levam a uma normalização da dor, algo como “ah, a primeira vez dói, é assim mesmo, paciência”. Normalizar a dor durante o sexo para as mulheres, aliás, é um problema que não fica restrito à primeira transa.

Antes de mais nada, vamos deixar algo bem claro aqui: sentir dor nunca é normal! Pode sim existir algum tipo de desconforto na primeira penetração, mas se ele for muito grande, você não precisa simplesmente continuar e achar que é assim mesmo. Ninguém deve se sentir pressionada a fazer algo só porque já começou a fazer, ou para agradar o parceiro. Se estiver doendo muito, algo não está bem. 

Para evitar que isso aconteça, usar um bom lubrificante e caprichar nas preliminares, descobrindo as zonas erógenas, é um bom começo. Se mesmo assim você sentir dor, pare, espere um pouco, e tente de novo, mas apenas se tiver vontade! Lembre-se de pedir para o(a) parceiro(a) ir devagar, sem pressa, respeitando o seu tempo. Nunca faça nada que não te deixe confortável.

Outro mito difundido pela mídia é que haverá sangramento devido ao rompimento do hímen, mas isso nem sempre acontece! Existem muitos tipos de hímen, e ele pode até nem estar presente no corpo. Alguns hímens nunca se rompem, outros rompem mas não sangram, outros sangram um pouco, então realmente não existe regra para isso. Ah, e não vamos esquecer: sexo não é só penetração! O que nos leva a mais uma reflexão: o que quer dizer “perder” a virgindade?

 

Na imagem vemos as mãos de um rapaz negro e uma moça branca de frente para ele, de costas para a câmera. Ela veste uma lingerie de renda branca e tem cabelos ruivos cacheados.

Perder” a virgindade? 

A expressão mais associada à iniciação da vida sexual e à primeira transa para as mulheres é “perder a virginidade”. Mas já parou para pensar como isso reflete o machismo da sociedade e o moralismo em torno da sexualidade feminina? A mulher perde alguma coisa, deixa de ter algo tido como valioso: o fato de ser virgem. Já o homem ganha algo, o privilégio de ser o primeiro parceiro daquela mulher. Enquanto isso, ninguém fala aos meninos que a virgindade deles é preciosa e deve ser protegida. 

Além disso, esse conceito de perda da virgindade costuma vir atrelado à primeira relação sexual com penetração. Porém, isso exclui determinadas orientações sexuais, além de reduzir a experiência sexual a um só ato. A iniciação sexual pode se dar de diversas formas, por meio de diferentes experiências, e esse peso excessivo dado à penetração acaba tornando o sexo chato e limitado. Quem pensa que sexo é só penetração nem pensa em outras formas de ter e dar prazer.

 

Mas como saber então qual foi minha primeira vez?

Sendo assim, o que podemos considerar iniciação sexual? Pode ser diferente para cada pessoa. Descobrir a masturbação, ter o primeiro orgasmo, fazer sexo oral pela primeira vez… Afinal, a sexualidade é algo muito pessoal. Cada mulher (ou homem) vai saber identificar qual foi o momento que considera sua iniciação, e isso não precisa ser ligado à primeira vez que fez sexo com penetração. Tornar a primeira transa um grande evento pode gerar medos e ansiedades, o que só vai atrapalhar. Já fazer as coisas porque tem vontade e se sente bem com isso com certeza ajuda a sentir mais prazer, independente da experiência prévia! 

 

Uma mão masculina, de camisa azul e relógio, sobre uma mão masculina, ambas sobre as pernas de uma mulher. Ela veste um vestido curto e com brilhos e está sentada. Mulheres se questionam sobre "como será minha primeira vez".

Minha primeira vez vai ser perfeita?

Se por um lado existe a normalização da dor, também é muito comum termos uma ideia romantizada de como seria uma primeira vez ideal. As meninas desde cedo, por influência da mídia e da sociedade, aprendem que sua primeira transa deve ser com alguém que elas amem, o príncipe encantado, alguém perfeito. Assim, elas acabam achando que o momento vai mudar suas vidas, ser um divisor de águas, quando nem sempre é bem assim.  

Convenhamos, toda essa expectativa acaba gerando muita pressão, não é? A pressão, por sua vez, atrapalha na hora de relaxar. A tensão é inimiga do tesão! Deixar de lado a cobrança e a necessidade de fazer tudo perfeito, e também a pressão de ter um orgasmo, ou de agradar o(a) parceiro(a), pode te ajudar a aproveitar mais e ter menos neuras. E tudo bem se não for maravilhoso! Só ganhamos prática com a experiência, e ninguém já nasce sabendo. Contanto que não exista nenhuma pressão por parte do(a) parceiro(a) para fazer algo que não quer, não precisa ser a melhor transa da sua vida logo de cara. 

O mais importante, seja na primeira transa ou nas que vierem depois, é se sentir confortável, tanto consigo mesma quanto com o(a) parceiro(a). A pessoa que estará com você não precisa ser “especial” ou o amor da sua vida, mas precisa te respeitar e ser alguém em quem você confia. Respeito é essencial, e comunicação também. Se algo incomodar, fale, não deixe passar! Sexo só é bom quando todo mundo se sente à vontade e se diverte, então na sua primeira vez, foque em se sentir bem, sentir prazer e se esqueça das pressões e cobranças! 

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